February 7th, 2010
Essa noite quente vem assim meio quietinha, triste que só. Sinto uma coisa tão estranha e uma neblina dentro que ate chega a doer um pouco. Meu coração palpita, minha pele cansada me faz querer deitar pra pensar nas coisas. Mas sei que não quero pensar. Não quero dar a ele meus pensamentos confusos e meio tristes. Ah, não queria isso hoje. As vezes me sinto bem quando sofro de alguma forma, porque gosto de sentir de tudo. Acho que sentir é um presente. Mas hoje não. Hoje eu penso nele e quero ele tanto. E ele é tão novo, nem sabe das coisas. Nem sabe como é. Tão lindo e tão assim. Sei que tudo isso é tão complicado. Não da pra ser simples? Eu queria que as coisas fossem simples às vezes. Mas tudo tem vindo pra mim com tanta complicação.Nem sei.
As vezes a gente fica por anos ao lado de alguém e não conhece. As vezes a gente conhece um dia e parece que conhece a mil anos. As vezes você confia em alguém assim, em um minuto. Como eu confio
“Hoje de tarde nos encontraremos. E não te falarei sequer nisso que escrevo e que contém o que sou e que te dou de presente sem que o leias. Nunca lerás o que escrevo. E quando eu tiver anotado o meu segredo de ser – jogarei fora como se fosse ao mar. Escrevo-te porque não chegas a aceitar o que sou. Quando destruir minhas anotações de instantes, voltarei para o meu nada de onde tirei um tudo? Tenho que pagar o preço. O preço de quem tem um passado que só se renova com paixão no estranho presente. Quando penso no que já vivi me parece que fui deixando meus corpos pelos caminhos.” C. L.
